Sobre os motores de Fórmula 1

Para medir a potência de um carro, geralmente é feita uma análise do motor. Na Fórmula 1, ele não é o único responsável pelo bom desempenho na pista. O peso, arquitetura, volume, consumo de combustível e integração no chassi também influenciam diretamente, mas vamos a ele, que afinal, é quem faz o veículo se movimentar.

Em sua capacidade máxima de uso, um motor como o RS24, por exemplo, consome em média 70 litros de gasolina a cada 100 km. A temperatura dos gases que saem do escapamento ultrapassa os mil graus Celsius. E ele emite mais de 160 decibéis – mais do que um Boeing 747 durante a decolagem.

Para montagem, são utilizados mais de 5 mil componentes, sendo 1,5 mil deles, peças móveis. Além de 20 tipos diferentes de metais, como magnésio, titânio, aço e alumínio. E as velocidades máximas de giro são de 18,5 mil rpm (rotações por minuto).

Mas o que mais chama a atenção nesse motor é que aproximadamente 70% da força produzida pelo processo de combustão é desperdiçada na forma de calor gerado, isso devido a fricção interna entre as peças, uma enorme a perda de energia.

Como cada aspecto de um V10 moderno possui sua importância, algumas vezes compensa reduzir o peso do bloco do motor do que ganhar mais cavalos de potência. Se uma equipe reduz em 10 quilos o peso do bloco, automaticamente há um ganho de cerca de três décimos de segundo no desempenho, e isso a cada volta. Uma diferença que, com certeza, será registrada pelo cronômetro.

A partir do momento que a equipe de projetistas inicia o desenho do motor até seu funcionamento, pode-se contabilizar em média, um período de 18 meses de trabalho duro. E o resultado final só pode ser realmente comprovado quando o carro vai pra pista.

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Uma resposta para Sobre os motores de Fórmula 1

  1. muito interessante concordo com varios aspectos.

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