Superstições no automobilismo

O ano já está acabando e agora todas as principais etapas do automobilismo se despedem da temporada 2010. Foram muitas surpresas, emoções, adrenalina e, claro, muita velocidade. Mas um caso curioso chamou a atenção da imprensa internacional e dos apaixonados pelo esporte em todo o mundo: a superstição de Michael Schumacher.

Depois de três anos afastado, o piloto alemão voltou à Formula 1 este ano e ainda em janeiro pediu à Mercedes que o deixasse pilotar o carro com o número 3 e não o número 4, como estava previsto. Schumacher reconheceu que a mudança era baseada em sua superstição e que preferia os números ímpares. Parece não ter funcionado muito: o heptacampeão terminou a última corrida do ano, o GP de Abu Dhabi, com um acidente em seu carro.

Porém, longe de ser algo exclusivo de Michael Schumacher, a superstição faz parte do mundo da Fórmula 1. Assim como o veterano piloto, Sebastian Vettel tem as suas manias e não abre mão de um pouquinho de ouro que leva no bolso do seu macacão. Já Felipe Massa corre os três dias de um Grande Prêmio com a mesma cueca. E para não ficar de fora, Fernando Alonso sai do carro sempre pelo lado direito.

E se engana quem pensa que a superstição é uma coisa do automobilismo atual. Na década de 1930, por exemplo, Tazio Nuvolari (o maior nome da corrida da época) usava um broche no formato de uma tartaruga colado à roupa do corpo. Também supersticioso, o piloto monegasco Louis Chiron corria, na década de 1950, com um lencinho de bolinhas branco e azul enrolado no pescoço.

Mas no mundo do automobilismo, não há superstição maior do que o medo ao número 13. Tudo começou quando em 1926, durante o GP da Espanha, o piloto francês Paul Turchy morre após um grave acidente. Duas semanas depois, o conde Giulio Masetti também é fatalmente afetado por outro acidente, desta vez na famosa corrida de Targa Florio, na ilha da Sicília. Os dois participavam da competição com o número 13 em seus carros.

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