Tensões no Bahrein ameaçam primeira etapa do GP de F1

As tensões árabes-mulçumanas que tomaram o Egito e a Tunísia tocam agora a monarquia do Bahrein, ameaçando a primeira etapa do Grande Prêmio de Fórmula 1. Na pequena nação, a oposição ao governo exige mais liberdade e reformas e, para ganhar notoriedade mundial, ameaça o primeiro GP da temporada 2011.

O GP Bahrein é o maior evento no calendário do país, atraindo mais de 527 milhões de telespectadores em todo o planeta. Nabeel Rajab, vice-presidente do Centro de Direitos Humanos do Bahrein, afirmou ontem (15) no jornal Arabian Business, que nesse dia “haverá muitos jornalistas, muitas pessoas assistindo e [o governo] irá reagir de maneira estúpida, como fez hoje e ontem. Isso vai ser sangrento, mas será mais divulgado”. Para o manifestante, com certeza essa não será uma Fórmula 1 pacífica.

Preocupado, Bernie Ecclestone disse ao jornal britânico The Telegraph que de fato os protestantes podem usar a abertura do GP 2011 para fazer uma exposição mundial da causa. O presidente da FOM (Fórmula One Management) disse ainda que “se essas pessoas quisessem fazer barulho e ter reconhecimento mundial sangrariam fácil, não? Você cria um problema no início do grid do Bahrein e teria uma cobertura mundial.”

Apesar do perigo, Ecclestone afirma que ainda é cedo para cancelar o circuito. Segundo ele, é difícil estabelecer exatamente o que está acontecendo. Os treinos livres para o Grande Prêmio começam em 11 de março, mas as equipes serão apresentadas bem antes: os treinos privados estão previstos para acontecer entre 3 e 6 de março.

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