Fórmula Futuro: nasce uma nova categoria no automobilismo

No último fim de semana de maio, o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi o palco da estreia de mais uma categoria do automobilismo brasileiro: a Fórmula Futuro. Felipe Massa é incentivador e também apoiador do campeonato, que terá uma etapa disputada no Autódromo Internacional de Curitiba no mês de setembro.

A Fórmula Futuro, como o próprio nome já diz, é destinada a pilotos provenientes do kart. Seu objetivo é proporcionar mais experiência nacional e internacional a esses jovens com idade entre 16 e 20 anos, para que eles tenham mais possibilidades de competir em categorias internacionais.

Para tanto, a nova categoria promete ser competitiva. Como todos os carros são iguais – veículos 0 km com potência aproximada de 160 cavalos e velocidade máxima de 200km/h, importados da França – o piloto é quem fará a diferença.

O Campeonato – O campeonato terá seis etapas com rodadas duplas, ou seja, 12 corridas. Ao final da temporada, todo o evento será avaliado e os ajustes necessários serão introduzidos no ano que vem.

Além da premiação em dinheiro, quantia ainda não definida, o campeão da Fórmula Futuro terá uma vaga garantida no projeto de jovens pilotos da Ferrari, tradicional escuderia da Fórmula 1.

Outros prêmios também estão na disputa: o campeão ganhará a temporada paga na Fórmula Abarth na Itália em 2011; enquanto o segundo, terceiro e quarto colocados testarão o Fórmula 3 da equipe francesa Signature, uma das principais forças da série europeia.

Baixo custo – Essa é a principal vantagem, segundo os organizadores da Fórmula Futuro. Cada equipe terá um custo anual de 250 a 300 mil reais, que inclui: tecnologia de ponta, preparação dos carros e suporte além das pistas, como dicas de preparação física e treinamento para atender a imprensa, possibilitando assim, a transição dos pilotos de kart para uma grande experiência em carros de última geração.

Primeira Prova – Na estreia da Fórmula Futuro, o Autódromo de Jacarepaguá presenciou a vitória do gaúcho Francisco Alfaya. O piloto, que largou na segunda posição no grid, ganhou a ponta logo na largada liderou toda a primeira prova do Rio de Janeiro. À tarde, na segunda prova da etapa, a vitória foi internacional: o argentino Roberto Cúria Júnior ficou com o lugar mais alto do pódio.

Próximas etapas

2ª Etapa 24 e 25 de julho Londrina/PR

3ª Etapa 21 e 22 de agosto São Paulo/SP

4ª Etapa 25 e 26 de setembro Curitiba/PR

5ª Etapa 16 e 17 de outubro Brasília/DF

6ª Etapa 11 e 12 de dezembro Porto Alegre/RS

Foto: Globo Esporte

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A importância de bons pneus

Muito se fala sobre o motor e a aerodinâmica dos veículos nas competições de automobilismo. Mas quem trabalha mesmo, inclusive para que eles tenham o desempenho esperado, são os pneus. Mesmo quem não é muito ligado aos esportes a motor, pode imaginar que os pneus são os responsáveis por transmitir a potência do motor, desempenhar a frenagem e manter a força aerodinâmica do carro em direção ao solo. Se eles falham, todo o trabalho é perdido.

Como cada pista possui suas características específicas, para ganhar o desafio de cumprir o traçado sem colisões e conseguir um bom tempo, levando em consideração a temperatura e a qualidade do asfalto, é imprescindível que os pneus sejam desenvolvidos especificamente de acordo com os circuitos de cada categoria.

Para que um pneu respeite as condições de pista e de ambiente, é necessário levar em conta as considerações técnicas do projeto. Uma vez que estrutura e o composto de um pneu estão totalmente relacionados, é bom ter um primeiro ‘esqueleto’, feito com armação de fibras sintéticas (náilon, poliéster e carbono), para só depois, em sua volta, ser moldado com a borracha (ou composto).

Características – O pneu não pode ser feito de uma borracha ou composto muito macio ou será consumido após algumas voltas, mesmo que a princípio apresente um bom desempenho. Já se a borracha é muito dura, os tempos de volta são constantes, mas com baixo rendimento.

Para se ter um composto ideal é preciso equilíbrio entre os mais de 220 ingredientes diferentes – que incluem óleo, carbono e borracha sintética.

Um dos principais aspectos a serem observados em um pneu é a aderência, pois ela é que influência diretamente na dirigibilidade. Outro fator determinante de desempenho é a temperatura (que deve estar sempre entre 90°C a 100°C).

A cada ano, as empresas fornecedoras de pneus das diversas categorias do esporte a motor, investem milhões em busca de novas tecnologias, e investir em melhores pneus quer dizer ter a possibilidade de conseguir melhores resultados, uma vez que o tempo de volta é condicionado ao nível de aderência produzido pelo pneu.

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Segundo circuito de rua em 30 anos de Stock Car

A prova da Stock Car de Ribeirão Preto será disputada no dia 6 de junho em um circuito de rua. É a segunda vez que isso acontece em 30 anos de categoria. A primeira foi no ano passado, em Salvador, com vitória de Cacá Bueno. Os pilotos já aprovaram os 2,2 mil metros de traçado preparados especialmente pela prefeitura do município para a corrida.

Segundo os organizadores, várias medidas foram tomadas para preservar a segurança do público, como a colocação de tapumes e alambrados para proteger os espectadores. Quem não tiver ingresso não terá acesso às áreas próximas da pista.

No Brasil, há quem diga que existe certa resistência a provas de rua, mas parece que essa história começa a mudar. Além da Stock Car, em março deste ano houve o primeiro circuito de rua na Fórmula Indy em São Paulo.

Os mais fanáticos por circuitos de rua acreditam que esse tipo de corrida seja melhor pela aproximação das pessoas com o automobilismo e com os carros, uma vez que o público vê bem mais de perto do que em circuitos normais.

Cuidado – O que difere uma corrida com circuito de rua de uma corrida realizada em um autódromo são algumas características da pista. No circuito de rua o muro é mais próximo, existem os chamados ‘chicanes’ – sequência de curvas em formato de “S” utilizadas para diminuir a velocidade dos veículos e geralmente localizadas após uma longa reta.

As áreas de escape, quando existem, são muito menores do que em circuitos fechados, e a pilotagem tem de ser bem mais precisa, pois um erro pode ter consequências bem maiores do que em um autódromo.

Esses fatores exigem mais ritmo, mais concentração e mais esforço físico. Pois frequentemente os pilotos encontram uma pista com irregularidades e bem menos aderência de uma pista convencional, que foi previamente projetada para grandes velocidades.

Curitiba – Os primeiros registros da paixão dos curitibanos pela velocidade e por carros datam do início de 1960, muito antes da construção do Autódromo de Curitiba. E o jeito encontrado para poder ‘acelerar fundo’ era criar circuitos na base do improviso e assim, ruas como a Marechal Deodoro, Avenida Cândido de Abreu e Avenida Victor do Amaral já foram chamadas de Circuito do Asilo Nossa Senhora da Luz, o do Passeio Público/Centro Cívico e o do Tarumã, respectivamente. Mas o mais famoso era o Circuito do Capão da Imbuia, com disputas eletrizantes e um público apaixonado.

Foto: site do piloto Átila Abreu.

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Informações corrida de 500 milhas de Indianápolis

Já que o nosso último post foi sobre a piloto Bia Figueredo, a primeira brasileira a participar das 500 Milhas de Indianápolis, nada mais justo que retomar o assunto. Afinal, a famosa corrida aconteceu ontem, dia 30 de maio. E como a brasileira se saiu?

Mesmo com uma boa atuação, Bia Figueredo envolveu-se indiretamente no acidente entre Hunter-Reay e Conway, o que a fez perder uma volta decisiva e determinou sua chegada em 21° lugar. Entre as mulheres, a melhor colocação ficou com Danica Patrick, na 5° posição.

O 1° lugar ficou com o escocês Dario Franchitti, da equipe Chip Ganassi. Em 2º, o inglês Dan Wheldon, da Panther Racing, e Marco Andretti, da equipe que leva o seu sobrenome ocupou a 3° colocação.

O destaque ficou para o piloto Mario Romancini, da equipe Conquest Racing, que terminou a prova em 13º lugar e foi considerado o melhor estreante.

Brasileiros – O piloto Hélio Castroneves, da equipe Penske, largou na pole e tinha esperanças de ganhar a prova pela quarta vez, mas conseguiu apenas o 9° lugar na classificação geral. Com esse resultado, Hélio fica em 4° lugar na temporada 2010 da Fórmula Indy.

Tony Kanaan, da equipe Andretti Autosport, terminou em 11º lugar. Tony largou em penúltimo e fez uma corrida de recuperação, chegando a ocupar a segunda posição no último quarto de prova. Sua parada nos boxes, ao final da prova, contribuiu para vitória de Franchitti.

Não completaram a prova por problemas no carro ou por acidentes, os pilotos Vítor Meira na 105ª volta; Raphael Matos, que bateu na volta de número 72; Mário Moraes, que desistiu na 17ª volta; e Bruno Junqueira, que bateu na 7ª volta.

Acidente – Com apenas duas voltas para o fim da corrida, o inglês Conway e o norte-americano Ryan Hunter-Reay, em uma acirrada disputa de posição,acabaram sendo protagonistas do acidente mais ‘feio’ da prova. Conway literalmente decolou e espatifou seu carro na proteção acima do muro. O carro ficou partido ao meio, e o piloto teve apenas uma fratura em uma das pernas. Com a batida o Pace Car entrou na pista e a corrida terminou com a bandeirada amarela.

Foto: Estadao.com.br

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Bia Figueredo: primeira brasileira nas 500 milhas de Indianápolis

Já falamos aqui sobre como as mulheres vem ganhando espaço no mundo do esporte a motor, e a piloto Bia Figueredo é prova disso, pois além de ser a primeira brasileira a correr em uma categoria top do automobilismo internacional, ela escreve novamente seu nome na história do automobilismo. Será a primeira brasileira a disputar as 500 Milhas de Indianápolis.

A participação de mulheres na prova só foi autorizada em 1971. E em 1977, Janet Guthrie foi a primeira a se classificar, ficando na 29ª posição na corrida. Em 2005, Danica Patrick tornou-se a primeira mulher a liderar a Indy 500, mas acabou em quinto lugar. Em 2009, alcançou uma inédita terceira colocação. Este ano, além de Bia mais três mulheres irão disputar a prova, que é uma das mais antigas e importantes do automobilismo mundial.

Correndo com o carro de 650 cavalos que leva o número 25 da Dreyer & Reinbold Racing, Bia vê a oportunidade como a realização de um sonho. Foram sete dias de treinos antes da classificação, mais dois de classificação conhecidos como Pole Day e Bump Day, além de um treino de aquecimento chamado de Carburation Day. Bia garantiu seu lugar e sai em 21ª.

A piloto brasileira estreou na Indy na etapa de São Paulo, em março deste ano, e terminou em 13º lugar, como a melhor entre cinco estreantes. O objetivo de Bia em Indianápolis é poder terminar a prova, pois só o fato de disputar a corrida já é uma grande realização.

A mais tradicional prova do mundo chega a sua edição centenária com o recorde de oito pilotos brasileiros entre os 33 competidores.

A competição
A prova foi disputada pela 1° vez em 1911 e leva esse nome porque os carros percorrem 500 milhas (805 km) na parte oval do circuito.  Como o número de pilotos que desejam participar da prova é maior que o número de vagas do grid, a classificação é feita no Pole Day – definindo do 1° até o 24° colocado, e no Bump Day – do 25° ao 33° colocado.

O Brasil é o 2° colocado no número de vitorias da prova, ganhando a competição nos anos de (1989, 1993, 2001, 2002, 2003, 2009).

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