Por que o Pit Stop pode definir uma corrida

Quem não acompanha sempre as corridas e o mundo da velocidade, pode não compreender a importância do Pit Stop para os pilotos e para as equipes que participam dos campeonatos.

Mas as chamadas paradas técnicas são de grande importância em todas as corridas e, em muitos casos, elas podem sim, decidir o resultado de uma prova. A parada técnica é conhecida popularmente como Pit Stop, termo usado para referenciar o lugar no qual é feito abastecimento, troca de pneus, reparos ou ajustes mecânicos e até mesmo troca de piloto.

O Pit Stop permite aos carros utilizarem pneus com menos durabilidade e menos combustível no tanque, fazendo com que tenham um melhor desempenho e maior rendimento na pista.

Geralmente, as equipes estabelecem previamente um número de paradas para cada circuito, levando em consideração as características do veículo, como a capacidade de combustível, o consumo e vida útil dos pneus. Dessa forma, o veículo pode começar uma prova com pneus mais macios e com menos combustível, alcançando uma velocidade maior.

No Pit Stop, o número de mecânicos trabalhando pode variar entre 5 a 20, dependendo da categoria. O que mais conta nessa hora é o tempo de duração, pois cada segundo da manutenção pode significar uma grande diferença ao final da corrida.

Sua importância pode ser bem exemplificada na Fórmula 1, em que o objetivo até a temporada passada era substituir as quatro rodas e fazer o reabastecimento, no menor tempo possível e da maneira mais eficiente. Conforme as novas regras para a temporada 2010, não pode haver reabastecimento durante a prova. Assim, os carros são equipados com um tanque de 240 litros de capacidade.

Hoje, os Pit Stops são vistos como oportunidades de ultrapassagem. É comum serem a chance para um piloto ultrapassar o rival, sem fazer manobras de risco. Por isso, precisa-se de uma estratégia bem planejada para garantir que cada parada aconteça sem falhas.

Foto: Paddy Briggs

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Sobre os motores de Fórmula 1

Para medir a potência de um carro, geralmente é feita uma análise do motor. Na Fórmula 1, ele não é o único responsável pelo bom desempenho na pista. O peso, arquitetura, volume, consumo de combustível e integração no chassi também influenciam diretamente, mas vamos a ele, que afinal, é quem faz o veículo se movimentar.

Em sua capacidade máxima de uso, um motor como o RS24, por exemplo, consome em média 70 litros de gasolina a cada 100 km. A temperatura dos gases que saem do escapamento ultrapassa os mil graus Celsius. E ele emite mais de 160 decibéis – mais do que um Boeing 747 durante a decolagem.

Para montagem, são utilizados mais de 5 mil componentes, sendo 1,5 mil deles, peças móveis. Além de 20 tipos diferentes de metais, como magnésio, titânio, aço e alumínio. E as velocidades máximas de giro são de 18,5 mil rpm (rotações por minuto).

Mas o que mais chama a atenção nesse motor é que aproximadamente 70% da força produzida pelo processo de combustão é desperdiçada na forma de calor gerado, isso devido a fricção interna entre as peças, uma enorme a perda de energia.

Como cada aspecto de um V10 moderno possui sua importância, algumas vezes compensa reduzir o peso do bloco do motor do que ganhar mais cavalos de potência. Se uma equipe reduz em 10 quilos o peso do bloco, automaticamente há um ganho de cerca de três décimos de segundo no desempenho, e isso a cada volta. Uma diferença que, com certeza, será registrada pelo cronômetro.

A partir do momento que a equipe de projetistas inicia o desenho do motor até seu funcionamento, pode-se contabilizar em média, um período de 18 meses de trabalho duro. E o resultado final só pode ser realmente comprovado quando o carro vai pra pista.

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Copa Fusca: uma verdadeira paixão nas pistas!

O Fusca já foi o carro mais produzido do país até 1986 e voltou às linhas de montagem durante o governo Itamar Franco em 1993. Da cabeça dos brasileiros, ele nunca saiu. São milhares de carros do modelo rodando nas ruas de diversas cidades. Isso sem contar o seu papel de impacto no automobilismo de competição.

Foi no estado de São Paulo que o Fusca ganhou sua própria categoria, em 1986. Na Copa Fusca, os carros competiam com a aparência original e com motor 1600cc na antiga pista de Interlagos. Hoje os “besourinhos”, como são conhecidos nas pistas, mesmo sendo dos maiores atrativos do campeonato paulista de velocidade, lutam para continuar no cenário automobilístico.

Os atrativos da categoria são o baixo custo de manutenção e preparação dos carros. Em todo esse tempo de competição, as alterações sofridas pelo “speed” – como também é conhecido o bom e velho fusquinha – dão um resultado de assustar, pois o carro chega a alcançar 190 km/h. Atualmente, a maioria dos carros utiliza motor VW/Audi 1.9L TDI com 160HP a diesel, caixa de câmbio da Audi de 5 velocidades, pneus radiais de aro 13, além de freios a disco nas 4 rodas.

Como segurança é fundamental, no habitáculo (a parte interna do carro) é obrigatória a instalação do sistema de gaiola. O banco tem formato concha e o cinto de segurança, no mínimo quatro pontas. O volante fica livre de marca, porém é proibido o de madeira. Tudo pensando para a segurança do piloto.

A mais simpática categoria do automobilismo brasileiro foi, por anos, a porta de entrada para as classes de turismo. A competição é considerada por pilotos, como Nelson Piquet, a melhor escola. Segundo ele “quem pilota um Fusca, pilota qualquer carro de corrida”.

Curiosidade – Criada originalmente na Bélgica, a competição recebe o nome de VW Fun CUP e é um campeonato de corridas de resistência entre Fuscas que duram entre três e sete horas.  E foi somente depois do sucesso na Bélgica que a categoria se espalhou por vários outros países. Hoje a prova mais importante do calendário é as “25 Horas em Spa”, que reúne equipes de todo o continente, e é a prova de maior duração do mundo.

Foto: Nei Quadros

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A logística no esporte a motor

Para os milhões de apaixonados por esportes a motor ao redor do mundo, uma corrida começa quando as luzes vermelhas se apagam. Mas para o departamento de logística de uma equipe, cada corrida começa bem antes disso, pode-se dizer até mesmo que, muito antes da temporada começar.

Quando o calendário da temporada é confirmado, a equipe de logística começa a trabalhar na reserva de vôos, hotéis e, principalmente, planejando como os carros vão chegar a cada pista, tudo de maneira rápida, pois nem sempre há um intervalo grande entre as provas.

A corrida contra o tempo para levar carros para a pista é constante. E não é só isso, pois uma vez no lugar da competição, os membros das equipes precisam de alimentação, transporte, hotéis e condições favoráveis de trabalho. Para que tudo aconteça de maneira tranquila e da melhor forma possível.

No circuito começa o trabalho de descarregar os equipamentos e construir as garagens, sempre acompanhado de alta pressão. Afinal, o tempo geralmente é curto.

Perfeitamente montado, o interior das garagens conta com computadores para telemetria, caixas de ferramentas e todo o equipamento necessário para uma corrida. Um trabalho crucial, já que qualquer problema na infraestrutura dos postos de parada (conhecidos também por pits) pode levar a sérias consequências quando a ação começa na pista.

Antes e durante a prova, todas as peças reservas estão prontas para serem usadas a qualquer momento. Não é apenas um pneu reserva e algumas lâmpadas substitutas, como encontrados na garagem de um motorista comum. Em uma garagem de esporte a motor, há literalmente um carro esperando para ser construído.

O desafio da equipe de logística é garantir que a equipe toda receba tudo o que precisar, para trabalhar com o máximo empenho e dedicação, exercendo o melhor. Isso será refletido diretamente no desempenho do carro.

Foto: Nei Quadros

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Kart: a diversão que foi para as pistas

O primeiro Kart foi construído em 1956 pelo engenheiro e designer de carros Artur Ingels – considerado oficialmente o pai do Kart – e pelo engenheiro Lou Borelli em uma pequena garagem em Echo Park Road em Los Angeles. No principio, os construtores não tinham planos ambiciosos ou fins lucrativos em mente, a ideia era apenas construir algo que proporcionasse diversão.

Em seguida, no ano de 1957, foi organizado o primeiro clube de kart, o Go Kart Club of America (atual Federação Internacional de Kart) que começou a organizar os fabricantes e pilotos. Em menos de dois anos, o número de fabricantes de kart, somente nos Estados Unidos, era superior a 100, além de muitos outros na Austrália e Europa.

Após algum tempo competições amigáveis, a categoria viu a necessidade de criar regras para organizar corridas, principalmente quanto ao design dos chassis, pois os karts eram construídos em diferentes formatos e com uso de diversos materiais. Eram carros com três rodas, com rodas enormes ou muito pequenas, construídos com canos para água, chassis em formato quadrado, muito longos ou muito estreitos. Cada fabricante tinha o desenho que achava ser o melhor, sem a menor preocupação com segurança.

Mundialmente conhecido por “moldar” pilotos e ser uma porta de entrada para as categorias internacionais – pilotos importantes como Ayrton Senna, Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Alain Prost, Nelson Piquet, já passaram pela categoria –, hoje o Kart é uma modalidade do automobilismo composto por minimonopostos, constituídos de motores de 2 ou 4 tempos, refrigerados a água ou a ar. O peso do carro varia entre 70 e 150 quilos, dependendo do modelo e os chassis são tubulares.

No Brasil, o Kart começou a ser praticado nos anos 60 e ficou famoso na corrida que se chama 500 Milhas de Kart Granja Vianna. A prova, que é realizada até hoje, tem 12 horas de duração. As principais competições da categoria são o Campeonato Brasileiro de Kart, a Copa Brasil de Kart e o Campeonato Sul-Brasileiro de Kart.  Já são 26 kartódromos homologados pela Confederação Brasileira de Automobilismo para provas oficiais.

Curiosidade – O Parakart é a única prova de kart de nível amador reservada a portadores de deficiência. Em 2009, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) realizou a 1ª edição do Campeonato Brasileiro de Parakart, no Kartódromo Internacional Raceland, em Pinhais, na qual sagrou-se campeão o piloto Dédo Jr. E em julho deste ano, acontece o segundo Campeonato Brasileiro da categoria, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Serão cerca de 20 pilotos, com idade entre 18 e 47 anos.

Foto: APKA

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