Segundo circuito de rua em 30 anos de Stock Car

A prova da Stock Car de Ribeirão Preto será disputada no dia 6 de junho em um circuito de rua. É a segunda vez que isso acontece em 30 anos de categoria. A primeira foi no ano passado, em Salvador, com vitória de Cacá Bueno. Os pilotos já aprovaram os 2,2 mil metros de traçado preparados especialmente pela prefeitura do município para a corrida.

Segundo os organizadores, várias medidas foram tomadas para preservar a segurança do público, como a colocação de tapumes e alambrados para proteger os espectadores. Quem não tiver ingresso não terá acesso às áreas próximas da pista.

No Brasil, há quem diga que existe certa resistência a provas de rua, mas parece que essa história começa a mudar. Além da Stock Car, em março deste ano houve o primeiro circuito de rua na Fórmula Indy em São Paulo.

Os mais fanáticos por circuitos de rua acreditam que esse tipo de corrida seja melhor pela aproximação das pessoas com o automobilismo e com os carros, uma vez que o público vê bem mais de perto do que em circuitos normais.

Cuidado – O que difere uma corrida com circuito de rua de uma corrida realizada em um autódromo são algumas características da pista. No circuito de rua o muro é mais próximo, existem os chamados ‘chicanes’ – sequência de curvas em formato de “S” utilizadas para diminuir a velocidade dos veículos e geralmente localizadas após uma longa reta.

As áreas de escape, quando existem, são muito menores do que em circuitos fechados, e a pilotagem tem de ser bem mais precisa, pois um erro pode ter consequências bem maiores do que em um autódromo.

Esses fatores exigem mais ritmo, mais concentração e mais esforço físico. Pois frequentemente os pilotos encontram uma pista com irregularidades e bem menos aderência de uma pista convencional, que foi previamente projetada para grandes velocidades.

Curitiba – Os primeiros registros da paixão dos curitibanos pela velocidade e por carros datam do início de 1960, muito antes da construção do Autódromo de Curitiba. E o jeito encontrado para poder ‘acelerar fundo’ era criar circuitos na base do improviso e assim, ruas como a Marechal Deodoro, Avenida Cândido de Abreu e Avenida Victor do Amaral já foram chamadas de Circuito do Asilo Nossa Senhora da Luz, o do Passeio Público/Centro Cívico e o do Tarumã, respectivamente. Mas o mais famoso era o Circuito do Capão da Imbuia, com disputas eletrizantes e um público apaixonado.

Foto: site do piloto Átila Abreu.

Tags: , , , , , , Categoria: Stock Car

Comentários Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *